25 de jun de 2009

"você conhece tudo, né zé?
você conhece tudo o rap, o rock, o reggae
você conhece tudo
você só não se conhece"
zeca baleiro karnak

Show da Monica Salmaso e depois café com as amigas. Duas amigas muito queridas, muito amigas, muito próximas.
E eu tive uma amiga que deixou de ser amiga, e meses átras trocamos uns e-mails, até escrevi aqui. Ela me apresentando uma fatura gigantesca de cobranças, disso e daquilo que eu deixei de fazer, do quanto sou egoísta e utilitarista e etc. e tal. Festival de cobranças mesmo, sem o menor pudor.
E diante de tudo isso eu disse a ela que o que de fato houve entre nós é que nunca criamos um laço de intimidade e confiança de fato. Todo o resto é apenas consequência. E a pessoa me responde ainda no jargão da cobrança/vitimização, algo como: "a culpa foi toda minha, acreditei que havia intimidade e confiança, só havia da minha parte". E bem. Porque estou retomando isso?
Porque me impressiona, de verdade, a incapacidade de algumas pessoas em se responsabilizar de fato por uma relação. Porque quando eu digo que não havia entre nós intimidade e confiança é exatamente por reconhecer que, se houvesse, as coisas não teriam se dado da forma como aconteceram. Eu não teria me afastado, sem vontade de investir numa relação onde me parecia haver sempre uma porta fechada. Ela não teria me constituído como uma utilitarista egoísta, não teria falado mal de mim para outras pessoas. Porque se fôssemos íntimas, ela me conheceria o suficiente para não pensar tais coisas a meu respeito. Nem cogitar. Se eu confiasse nela, não teria me afastado, sentindo que entre nós havia uma distância instransponível. E é assim. E não é culpa de ninguém. As pessoas se ligam e se desligam o tempo todo, por diversos motivos, das mais variadas formas e dependendo, muito, do momento da vida. Não há culpados. Existem afinidades, admiração, afetos, outros sentimentos não tão nobres, essas coisas que constituem as relações. Com isso nos ligamos e nos desligamos. Construímos fortalezas e barracos. Mas sempre fazemos isso juntos, seja bom ou não o resultado. O castelo encantado, o cristal inquebrável, isso só existe para quem se recusa à relação, a colocar um tijolo cada dia, mudar o projeto, dar um pouco mais do que recebe porque o momento pede, ou pedir, me ajuda, que tou precisando muito. A fortaleza requer esforço, caminho de pedras, mas nossa. É tão de verdade, sólida, reconfortante. E eu gosto tanto, tanto, das fortalezas que ajudo a construir.

24 de jun de 2009

Hoje estou sentindo um cansaço descomunal. Acho que vem do fato de eu ter decidido que o doutorado é pra esse ano mesmo, bora escrever projeto, entrar em contato com professor, estudar francês. Que preguiça meus deuses, que sono. Boa noite.

21 de jun de 2009

Continuo firme no propósito de cozinhar. A receita de hoje foi um chutney de tomate e cebola, que está lá na cozinha esfriando, parece que ficou bom. E cheiroso. Porque gengibre, pimenta e cebola só pode mesmo resultar em cheiro bom, né? Sobre o sabor eu conto depois.
Também continuo firme no propósito de dirigir, esse fim de semana dei pequenas voltas por aqui, na Granja Viana, que é um lugar calmo, ótimo mesmo para treinar. E é engraçado perceber como coisas pequenas vão simbolizando grandes passos. Porque a coisa funciona assim: tenho dirigido o carro do namorado, que é um carro grande, enorme para ser mais exata. E sempre, para sair da garagem, ele me ajuda, orienta, esterça pra direita, pra esquerda, mais um pouco. Acontece que esse fim de semana ele está com uma gripe chata, e eu saí para comprar coisas, mas fui sozinha. Eu mesma tirei e coloquei o carro na garagem sem nenhuma ajuda. E foi muito bacana, já que, meses átras, esse carro me causava verdadeiro espanto.
No mais, faz um friozinho fino aqui na Granja. Dentro em breve, umas duas ou três semanas, o namorado muda daqui, para um apartamento bem central em São Paulo. Que vai ter muita coisa bacana, o próprio apartamento, o bairro, a proximidade dos amigos e das coisas todas da mega cidade. Mas vou sentir saudade daqui, desse ar fresco, dessa calmaria.

19 de jun de 2009

Então a novidade é que estou cozinhando, e gostando muito de cozinhar. Por enquanto, ando fazendo sopas e umas coisinhas para mim, como refogar legumes e tentar uns temperos. E vou descobrindo isso, o tempero é a alma do negócio.
Outro dia fiz sopa de abóbora com gengibre, ficou danada de boa, e o namorado adorou. É preciso dizer que a opinião dele, além de importar pelo óbvio, importa também porque o homi cozinha bem que só. E então fiquei "se achando"com os elogios à singela sopinha.

14 de jun de 2009

"quero tanto, quero tanto, quero tanto você
mar aberto, mar adentro
mar imenso, mar intenso sem cais"

O feriado foi bom, muito bom. Descansamos muito, comemos coisas gostosas, vimos show e namoramos. Essas coisas boas da vida, pra que mais? Eu, que só trabalho pra poder aproveitar feriado e tirar férias, e trabalho pouco, porque se é só pra poder ter um dinheirim, né? Pra que trabalhar muito?
Então no dia dos namorados teve um café da manhã especial, com croissant e geléia francesa, e bolo e otras cositas. Que namorado e eu não embarcamos na roubada de comemorar em jantares e coisas dessas que têm fila, e aquele inferno e tudo mais. Então foi gostoso assim, café da manhã.
À noite teve show do Caetano, show maravilhoso. Caetano é danado de bom, só isso a dizer. E cantou as músicas todas que eu gosto, e "Sem Cais", que eu já tinha gostado bastante no cd, ao vivo ainda mais.
Preguiça de amanhã que me deu agora...

10 de jun de 2009

O post da feminista sobre a invasão na USP é o que eu mais gostei de ler. Bom ver que tem gente que sabe o que é uma comunidade universitária. Porque quem concorda com PM na universidade não tem a menor idéia do que seja isso. Pena mesmo que o sr. governador desqualifique o que é uma comunidade universitária. Porque nós precisamos, muito, dessa dimensão de liberdade e de abertura e diálogo que acontece dentro da universidade. Ontem, quando vi as imagens na tv, fiquei chocada. Eu, que estive algumas vezes em assembléias ali naquele prédio da faculdade de história, não pude acreditar na truculência daquelas cenas. Porque aquilo para mim é absolutamente desconhecido, não foi nessa universidade que eu estudei. Pareciam cenas do tempo da ditadura, cenas que tantas vezes imaginei quando os meus professores contavam da truculência policial nos tempos do regime de exceção. Coisa mais triste do mundo ver aquilo, e mais que triste, inadimissível.
Dispensa dizer que um governador que não respeita a liberdade e o espaço legítimo dos professores, funcionários e estudantes da USP - cidadãos do estado que ele governa - não pode, em hipótese alguma, tonar-se presidente num regime democrático.

p.s. vale muito acompanhar a cobertura do biscoito sobre o assunto.

9 de jun de 2009

"o fato dos americanos
desrespeitarem os direitos humanos em solo cubano
é por demais forte simbolicamente
para eu não me abalar"


Hoje, finalmente, comecei a ler Leite Derramado. Digo finalmente porque o livro foi comprado há mais de mês, mas logo emprestado para a prima que o usou para um trabalho de faculdade (pois é, veja você. o livro mal foi lançado, já virou tema de trabalho - antenado esse professor, hein?).
Além, fucei bastante no site da Unicamp e vislumbrei bem claramente a possibilidade de prestar o doutorado em Ciências Sociais. Mas só ano que vem.
Comprei um cd rom para estudar inglês, e o bendito não roda no meu macbook. Essa é a questão, no que diz respeito ao uso de mac. As coisas nem sempre se atualizam a esta maravilhosa realidade que é o sistema operacional dele. Acho imperdoável.
Ah, sim. E sexta-feira tem show do Caetano, ingressos comprados. Sim, sim, eu gosto dele, e sempre, e muito.

5 de jun de 2009

"como um animal que sabe da floresta
redescobrir o sal que está na própria pele"

"Saudade dos aviões da Panair" é uma música que eu gosto muito. Claro que a versão da Elis é definitiva, mas gostei da Monica cantando, e agora, ouvindo a versão do disco Milton e Belmondo, gostei bastante também. O namorado não gostou, não gosta desse jazz. europeu, ele disse. E não gostou de várias músicas do disco, ele que entende de jazz e sabe explicar porque não gosta. Eu não sei.
Amanhã vem uma amiga jantar aqui, despedida, pois vai morar em Recife. E então me dá saudade antecipada, dela, e saudade real das amigas que já foram. S., que hoje faz aniversário. C., que está em Paris e de lá vai para o Peru. T. que mora no litoral e nunca nunca nos vemos. Nós que falávamos ao telefone todos os dias, até uns cinco anos átras. Saudade de ficar perto das amigas, mesmo sabendo que a vida é assim, a gente fica longe só pra ter certeza que seja como for, está perto. Então mando um beijo especial para a amiga que tá longe, que completa 32 com corpinho de 22, e que é querida, muito querida!

2 de jun de 2009

Frio, frio, frio. Ouvindo o cd do Zeca Baleiro, Coração do Homem Bomba. Que tem coisas muito legais e outras nem tanto. Mas também, um cd duplo, né? E eu ando tão por fora, que nem sei se esse cd é o último dele. Houve um tempo em que eu estava por dentro da carreira dos músicos que gosto, ouvia de antemão, fiava esperando. A Ceumar mesmo, lançou um disco? Eu não sabia, namorado que falou. Ando por fora, muito por fora.