19 de jan de 2009

De tanto a gente fingir que não é uma pessoa legal, especial, bonita e etc. e tals, as pessoas todas passam a acreditar no que a gente também acredita E eu não quero mais fingir que não sou uma porção de coisas boas, que eu sou, e muito. Por exemplo bonita, eu não quero mais fingir que não sou bonita. Também não quero mais fingir que não sou bastante inteligente. E otras cositas más. Não quero, vamos à verdade, ok? Sou bastante coisa boa e já é hora de me apropriar disso.
Uma forma de me apropriar das coisas é fazer o que eu quero simplesmente porque quero, sem ficar o tempo todo pensando se os outros vão achar isso ou aquilo, se estão incomodados, se reprovam, e seja o que for. Porque se as pessoas se incomodam elas falam, como falam quando gostam, e assim é a vida, bóra se comunicar, né? Que o que mata são esses diálogos que a gente só faz com a gente mesma e sai por aí achando que é a verdade mais absoluta. Estou bastante cansada dessas tantas prisões que criamos ou aceitamos, prontamente, sem pestanejar. Então de hoje em diante, as pessoas que me digam o que elas têm para me dizer, que da minha parte eu quero dizer também. O que eu acho, o que eu penso, o que eu sinto e o que eu quero. E pronto. E simples assim.
E esse fim de semana teve evento inédito: euzinha da silva que até pouco tempo não gostava de cachorros, dei banho na Frô, a cachorra fofa do namorado. Que eu adoro. E veja como a vida é inédita. Ontem mesmo eu tava dizendo a ele que me sinto mais aberta depois que o conheci. E o banho na Frô não é um exemplo disso? Um só de muitos, mas muitos outros exemplos.
Isso é daquelas coisas boas da vida: apaixonar-se por quem te ajudar a caminhar caminhos desconhecidos, surpreendentes. Acho que tenho sorte.

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