20 de mai. de 2010

Estou em Marabá, com uma fome danada, mas esperando por um camarão que deve chegar loguinho. Comida no Pará é coisa séria, e boa.
Aqui tá tudo bem, a viagem tá ok, mas eu sinto falta de casa. Gosto da minha casa. E é a primeira vez que viajo desde que mudei pra casa nova. Gostoso sentir saudade de lá. Vou fazer pão e assistir Lost quando voltar. E Lost tá acabando, penúltimo capítulo, já tou com saudade.
Vendo novela, vejo uma cachorra igualzinha a Frô e sinto saudades dela. Um dia quero morar numa casa e ter dois labradores. E uma horta, e um monte de plantas. Mas horta e plantas dá pra ter no apartamento mesmo, ainda que mini horta. Lembrei que preciso ver quando é mesmo o curso de horta gastronômica. Preciso fazer tantas coisas, estudar, marcar aula de francês, ir ao ginecologista, mas antes arranjar uma que atenda pelo convênio que também preciso fazer. Mas ando com fome de vida, e assim as coisas ficam mais fáceis.

10 de mai. de 2010

Frio lascado de uma hora pra outra, mas não sem tempo, que aquele calor em maio tava demais de fora do contexto (agora, só eu mesmo pra recorrer a contexto quando o assunto é clima em São Paulo).
No mais, as coisas vão caminhando por aqui de maneira a tornar a vida um pouco mais saudável, e para tanto, estou cozinhando. Hoje fiz caldo verde, e ficou bom. Na sexta, fiz pudim de baunilha, que ficou ótimo. Um dia eu venço a pregiça e posto a receita aqui.

22 de abr. de 2010

Eu tou sumida, mas vou bem, curtindo a vida nova, a casa nova. E lidando com as velhas manhas, os velhos vícios, que me empacam tanto. Mas mando uma música que fala do momento bom. Bom dia.

Bom dia - Alessandra Leão

Quantas vezes
vou te dar bom dia
Quantas vezes
vou dizer te amo
Quantas vezes,
no calor do mundo,
o teu sopro leve me acalma

Quantas vezes
vem dormir comigo
Quantas vezes
enxugou o meu pranto
Quantas vezes
que eu tanto corria,
tua mão me deixa mais calma

Eu segurei teu braço
Pra você me levar
Pra você me mostrar o lugar
Onde a preguiça não deixa eu ir

Quantas vezes
fala em casamento
Quantas vezes
que eu te aceito
Quantas vezes
que o mundo gira,
teu olhar invade minh’alma

Eu segurei teu braço
Pra você me levar
Pra você me mostrar o lugar
Onde a preguiça não deixa eu ir

7 de abr. de 2010

Hoje comecei a fazer aula de ginástica/alongamento/dança. É isso mesmo, uma aula que tem as três coisas juntas, e é uma delícia. Quer dizer, a parte de ginástica não é tão delícia assim, mas tudo junto é delícia. E se no primeiro dia eu já me senti muuuito melhor, tou achando que vai ser bom.
E a arrumação continua. Hoje, papéis e tranqueiras, ai, acho que é pior que sapato. Vamos lá.

6 de abr. de 2010

Estudando e arrumando coisas na casa nova. Hoje os sapatos foram a bola da vez. E, meus deuses. Difícil guardar sapatos.
Ao mesmo tempo que arrumo sapatos, faço suco de maracujá, um cardápio pra semana, pra não esquecer porque mesmo comprei aquele tanto de legumes e raízes, e espio o filme "A vida dos outros", na tv. Uma poesia esse filme. Um tanto triste, porém belíssima.
E a vidinha na casa nova tá gostosa. Agora mesmo observo a vista do escritório. Esse apartamento tem uma vista privilegiada, dessas coisas difícieis em São Paulo, vista de árvores, vazia de prédios. O segundo andar parece perfeito porque dele se avista as copas de árvores dos Jardins, que até a Faria Lima fica livre de concretos. Vive-se bem aqui.

5 de abr. de 2010

"Que nobreza você tem
Que seus lábios são reais
Que seus olhos vão além
?"

Por aqui as minhas coisas vão se ajeitando, ganhando morada. Sapatos e bolsas são os problemas, por assim dizer, porque morando sozinha eles e elas estavam mesmo por toda parte no apartamento.
O bacana no fim de semana foi ganhar mesa de trabalho limpinha e duas prateleiras de estante para já acomodar o material de trabalho. Essa semana começo a preparação para o doutorado, e se a mudança e arrumação ainda devem durar um bocado, ao menos espaço para conciliar com estudos eu já tenho. E é bem gostoso receber do A. esses espaços que ele vai criando para mim.

22 de mar. de 2010

Dos absurdos que o machismo produz. O taxista me diz, hoje, que a mãe da menina Isabe*lla é culpada por ter deixado a filha passar o fim de semana na casa da madrasta. Por isso o assassinato aconteceu. Eu, quase vomitando com o comentário, retruco: a mãe deixou a filha na casa do pai. Muito provavelmente por decisão judicial. E ele diz que não interessa: ela, a mãe, deveria estar atenta à filha. E madastra é tudo assim, no começo diz que gosta da criança, depois maltrata. E o pai, enfeitiçado pela mulher, entra na onda dela e... Só faltou dizer que o pai da garota é um coitado. Pode? Se o trajeto não fosse tão pequeno eu teria pulado do táxi no meio da chuva, de nojo.